Saúde

Como cuidar de pressão alta em idosos?

por Paula Lima
16 de junho de 2020

Segundo o Ministério da Saúde, 60,9% das pessoas acima dos 65 anos que moram nas capitais do país têm essa doença, chamada pelos médicos de hipertensão arterial. O problema é que, quando está fora de controle, a pressão alta em idosos pode causar males cardiovasculares fatais, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Mas nem tudo são más notícias: mudanças no estilo de vida conseguem prevenir e até reverter o quadro. Saiba mais a seguir

Foto: Alonafoto – Shutterstock

Afinal, o que é a pressão alta? 

Trata-se de uma doença associada à força que o sangue exerce contra a parede das artérias para conseguir chegar a todos os órgãos do corpo. Quando os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o coração precisa fazer um esforço além do normal para distribuir o sangue e recebê-lo de volta. É por isso que a hipertensão acaba prejudicando as artérias e deixando o coração dilatado.  

Quais são os sintomas da pressão alta em idosos?

A doença é silenciosa, ou seja, não dá sinais – a pessoa só descobre que tem o problema quando a pressão sobe de repente. No entanto, quando não é tratada, a hipertensão danifica o corpo com o passar do tempo. Por isso é importante consultar um médico geriatra, clínico geral ou cardiologista no mínimo uma vez por ano, e fazer os exames que o profissional recomendar. 

Qual é a pressão considerada alta nos maiores de 60 anos? 

Os médicos começam a se preocupar quando a pressão do idoso é igual ou superior a 130 x 80 mmHg (ou 13 por 8). Como os vasos sanguíneos envelhecem com o avanço da idade, a pressão tende a se elevar um pouco na população sênior. 

A hipertensão é hereditária? 

A predisposição genética pode favorecer o surgimento da pressão alta em idosos, mas a doença está mais diretamente relacionada com a idade avançada e com o estilo de vida que a pessoa leva. A menopausa também colabora com o aparecimento da hipertensão, assim como algumas doenças – o diabetes e a obesidade, por exemplo. 

Dá para prevenir a pressão alta em idosos?

Sim. Para começar, é preciso mudar a alimentação: recomenda-se diminuir o consumo do sal, da carne vermelha, do açúcar, de comidas gordurosas e de bebidas alcoólicas. Pessoas que estão acima do peso devem procurar orientação profissional para seguir uma dieta de emagrecimento. Outra medida fundamental é praticar exercícios físicos aeróbicos ao menos três vezes por semana. Largar o cigarro também faz toda a diferença, assim como abrir espaço na agenda para atividades relaxantes, capazes de combater o estresse.  

O que fazer se a pressão não baixa mesmo após a adoção de hábitos mais saudáveis?  

Nesse caso, o médico deverá prescrever um remédio de uso contínuo para manter a hipertensão sob controle. Importante: nunca tome medicamentos (ou dê a alguém) sem orientação profissional.  

O que acontece quando a pressão alta em idosos não é detectada?

A hipertensão é um dos principais fatores que aumentam o risco do infarto, do acidente vascular cerebral (AVC) e da insuficiência renal, entre outros problemas que podem levar à morte. Daí a importância de avaliar os níveis da pressão arterial regularmente. 

Como a pressão deve ser monitorada? 

Para verificar se ela está (ou não) dentro dos parâmetros normais, o médico ou enfermeiro faz a mediação usando o esfigmomanômetro. Se há dúvidas quanto ao resultado, o melhor é se submeter a uma MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial). Funciona assim: a pessoa fica com um pequeno aparelho preso ao corpo, que realiza várias medições durante alguns dias. Vale lembrar que a pressão deve ser aferida pelo menos a cada seis meses.

Sobre a autora:

Paula Lima

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Com mais de 15 anos de experiência na área, já escreveu (e editou) reportagens sobre bem-estar, saúde, gastronomia, decoração, moda, beleza, comportamento e sustentabilidade para as principais revistas do país – Claudia, Elle, Manequim, Boa Forma, Corpo a Corpo, Máxima, Saúde é Vital! e Você S/A, entre outras. É pós-graduada em Redes Digitais, Sustentabilidade e Terceiro Setor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Atualmente trabalha como jornalista freelancer para revistas e sites.

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