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Idosos nas redes sociais: quais os benefícios?

por Daniela Santilli
16 de julho de 2020

Estarmos conectados e presentes nas redes sociais é uma maneira de estarmos conectados com o mundo

Foto: Monkey Business Images – Shutterstock

Desde que o mundo é mundo, os seres humanos precisam comunicar-se, fazer parte de um grupo social, sentir-se úteis e estar atualizados. Nos velhos tempos, as redes sociais eram as praças, a cadeira na calçada ou a missa de domingo. Principalmente para as pessoas idosas que não estavam mais no mercado de trabalho ou ativos socialmente, essas eram as formas de estarem conectadas com o mundo. O tempo passou, e os idosos nas redes sociais fazem disso uma forma de estarem presentes no mundo moderno. 

Além disso, existem facilidades que as redes sociais oferecem: podem ajudar e muito a pessoa idosa a se organizar e a se cuidar melhor. Basta saber usá-las. 

Um bom estímulo para estar presente nas redes sociais é poder estar em contato com parentes e amigos que moram longe. Hoje em dia, já não há aquele longo tempo de espera para receber notícias de pessoas queridas pelo correio. Acesse o WhatsApp, o Zoom, o Facebook ou o Instagram  para ver e saber tudo que acontece do outro lado do mundo em tempo real. 

Essas são ótimas formas de combater a solidão que tantos idosos relatam. Não resolvem a vontade de ver ao vivo e dar aquele abraço, mas ajudam bastante naquela saudade do dia a dia, quando se sabe que não dá para estar junto.

Existem até aplicativos para informar sobre a COVID-19, também conhecida por  Coronavírus.

Quais são os benefícios das redes sociais para idosos?

Com o uso da tecnologia que um celular oferece, a pessoa idosa pode obter diversos benefícios para combater a solidão, trabalhar a memória e aumentar a socialização. Veja alguns dos benefícios dos idosos nas redes sociais:

– Encontrar amigos da vida que se perderam com o tempo.

– Estimular a memória com os aplicativos de jogos.

– Poder falar com pessoas do mundo inteiro a qualquer momento e de graça.

– Aprender um novo idioma, de forma lúdica, com aplicativos como o Duolingo.

– Assistir vídeos no Youtube sobre um tema de seu interesse, ou ver seus ídolos atuando ou cantando, para relembrar os bons momentos. 

– Procurar vídeos com receitas do seu chef preferido, assistir a um programa de tv perdido ou rever fatos históricos para mostrar para seus netos.

– Programar lembretes com alarmes para lembrar de compromissos e atividades do dia a dia – Aplicativos que lembram a pessoa que está na hora de tomar um copo d’água, por exemplo.

– Localizar-se no mapa para chegar a um destino sem precisar do velho Guia, usando o Waze ou o Google Maps.

– Pedir um táxi e saber qual a classificação outros usuários deram a ele no quesito educação, limpeza e atendimento no 99 taxi, Uber ou Cabify.

Hoje em dia, tudo existe em forma de aplicativos, o que permite aumentar ainda mais a presença dos idosos nas redes sociais! O importante é que o idoso saiba usá-los e o principal, saiba distinguir quando a coisa passa a ser golpe — o ponto fraco dos que não dominam tecnologia — pois ficam muito vulneráveis às informações que aparecem para eles na tela.

Sobre a autora:

Daniela Santilli

Daniela Santilli, fundadora do Plano Cuida Idoso, onde escreve e compartilha sobre cuidados, direitos e experiências com a terceira idade, formada cuidadora de idosos pela Cruz Vermelha, estudante de Gerontologia. Atua no mercado atendendo a pessoa idosa e seus familiares em casa, onde trabalha segurança, organização, afeto e reinserção social da pessoa idosa.

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