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Quedas na terceira idade: tudo o que você precisa saber

por Paula Lima
23 de julho de 2020

Descubra por que esse tipo de incidente acontece com mais frequência a partir dos 60 anos e quais cuidados são capazes de preveni-lo

Foto: CGN089 – Shutterstock

Repare que, numa partida de futebol, os jogadores caem inúmeras vezes e raramente necessitam de atendimento médico. Já com as pessoas acima dos 60 anos a situação é bem diferente. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 25% dos idosos brasileiros que caem são hospitalizados, e só metade deles sobrevive um ano depois do acidente. Uma das consequências mais graves de um tombo nessa faixa etária é a fratura do fêmur, que causa perda de mobilidade e pode desencadear complicações capazes de levar à morte. Diante desse cenário, fica fácil perceber que as quedas na terceira idade representam um risco à saúde que não deve ser negligenciado.   

Vários fatores contribuem para os idosos caírem mais facilmente – em primeiro lugar é preciso considerar as doenças que podem surgir por causa do avanço da idade. Destacam-se o reumatismo, a osteoporose (enfraquecimento dos ossos devido à falta de cálcio), o comprometimento da visão e o mal de Parkinson, que provoca tremores e afeta o equilíbrio. O sedentarismo, responsável pela redução da massa muscular, ajuda a elevar o risco. No entanto, questões ambientais também facilitam as quedas na terceira idade, como uma calçada irregular ou um degrau mal sinalizado. E engana-se quem pensa que a casa não é um ambiente perigoso – um simples tapete dobrado, por exemplo, pode se tornar uma armadilha para as pessoas idosas. Por isso é importante fazer adaptações na residência com o objetivo de deixá-la mais segura. 

Danos emocionais

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% das pessoas idosas maiores de 70 anos sofrem algum tipo de queda. E, até os 75, as mulheres tendem a cair mais do que os homens. Se o resultado do incidente for arranhões ou um corte superficial, dá para tratá-los em casa. Dores fortes exigem avaliação médica – o ideal é recorrer a um pronto-socorro o quanto antes. 

Mesmo quando as quedas na terceira idade não geram fraturas (as mais comuns são de fêmur, pulso e coluna), elas podem causar danos psicológicos: medo de andar na rua, perda da autoestima e até depressão. Por incrível que pareça, esses fatores aumentam as chances de ocorrer um novo acidente. 

A situação emocional fica ainda pior quando um osso se quebra e o idoso passa a depender de um familiar ou de um cuidador para realizar as suas atividades diárias. Nesses casos em que há limitação funcional permanente, é essencial que a pessoa idosa tenha um acompanhamento médico e também psicológico, para ajudá-la a encarar melhor essa fase da vida. 

Como prevenir quedas na terceira idade

O risco de cair diminui (e muito!) quando a pessoa idosa faz exames de rotina, capazes de identificar problemas de saúde precocemente, e pratica atividades físicas que trabalham o equilíbrio e o fortalecimento dos músculos. Mesmo assim, é preciso adotar alguns cuidados para evitar quedas na terceira idade. Veja quais são eles: 

Em casa

  • Eliminar os tapetes soltos, principalmente os que ficam ao lado da cama. 
  • Instalar corrimãos em escadas, corredores, no box do chuveiro e no vaso sanitário. 
  • Colocar um tapete antiderrapante no banheiro. 
  • Sinalizar os degraus com faixas adesivas de cor contrastante. 
  • Facilitar o acesso aos interruptores no quarto.
  • Manter a luz acesa nos ambientes em que o idoso circula à noite, como banheiro e corredor. 
  • Usar móveis com cantos arredondados e que tenham uma altura que dispense banco ou escada para pegar objetos. 
  • Evitar o uso de cera no piso. 
  • Não deixar objetos espalhados pela casa. 
  • Secar o chão logo depois de limpá-lo. 

Na rua

  • Andar com sapatos fechados que tenham sola de borracha. 
  • Atravessar a rua sempre na faixa de pedestres. 
  • Utilizar bengala ou muleta, se necessário. 
  • Subir ou descer do ônibus quando ele estiver completamente parado.
Sobre a autora:

Paula Lima

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Com mais de 15 anos de experiência na área, já escreveu (e editou) reportagens sobre bem-estar, saúde, gastronomia, decoração, moda, beleza, comportamento e sustentabilidade para as principais revistas do país – Claudia, Elle, Manequim, Boa Forma, Corpo a Corpo, Máxima, Saúde é Vital! e Você S/A, entre outras. É pós-graduada em Redes Digitais, Sustentabilidade e Terceiro Setor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Atualmente trabalha como jornalista freelancer para revistas e sites.

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