Cuidado

Como falar com idoso na minha família?

por Madu
27 de agosto de 2020

A comunicação não violenta favorece a harmonia e o vínculo familiar

Foto: Monkey Business Images – Shutterstock

Diferentes gerações e, consequentemente, diferentes modos de entender e enxergar o mundo podem ser barreiras de relacionamento e comunicação entre pessoas da mesma família. Falar com idoso de forma clara e não violenta ajuda a fortalecer laços e uma vida familiar saudável.

A psicóloga Tariane F. Bastos Pereira* explica a comunicação e os detalhes que podem fazer com que ela seja amigável ou conflituosa em conversas com pessoas idosas.

Clareza na fala com idoso

Uma forma objetiva e clara de comunicação com os idosos possibilita uma melhor convivência, pois evita falhas de compreensão e favorece uma conversa empática, entendendo os sentimentos e dificuldades do outro.

Habilidades

As pessoas podem apresentar diferentes formas para interagir e se comunicar com os outros. Os mais habilidosos geram menor falha e desentendimento. Os menos habilidosos se envolvem em mal-entendidos, brigas e julgamentos.

Tipos de comunicação

Essa comunicação pode ser tanto verbal (fala com idoso) como não verbal, com gestos, posicionamento do corpo e entonação da voz.

A comunicação habilidosa, conhecida como assertiva, é caracterizada pela expressão dos sentimentos, das dificuldades, das opiniões (sendo elas contra ou a favor), fazer elogios, agradecer, desculpar-se, solicitar mudança de comportamento quando algo desagrada e, dessa forma, ser entendido pelo outro.

Além disso, temos a comunicação não verbal, como o balançar a cabeça para demonstrar interesse, repetir o que o outro diz para demonstrar que está entendendo e registrando o que o outro fala, se posicionar de frente para a pessoa com que conversa, entre outros comportamentos habilidosos.   

Objetividade

Para que essa comunicação seja habilidosa e não seja violenta, podemos falar com idoso de forma clara e objetiva, próximo a ele, escolher que palavras iremos usar e seus duplos sentidos, evitar palavras julgadoras (como pior, menos, só, ruim) e, sempre que possível, emitir elogios e parabenizar pelos seus atos.

*Tariane F. Bastos Pereira é psicóloga, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela UNESP/Bauru. Atua em avaliação psicológica, tratamento e prevenção psicológica, psicopatologias e promoção de saúde mental. No ITB atua como psicóloga na Organ, Gealb e Gappec.

Sobre a autora:

Madu

MADU é uma iniciativa do projeto Rede Bem Estar, realizado pelo Conselho Estadual do Idoso, em parceria com o Grupo Tellus, a Brasilprev e a Liga Solidária. Foi criada para potencializar a relação entre pessoas mais velhas, seus familiares e amigos além de compartilhar conteúdos sobre envelhecimento e velhice.

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