Carreira | Negócios

Vem aí, o trabalho sênior!

por Sérgio Serapião
7 de abril de 2020

Como as organizações estão se organizando para abraçar a agenda do trabalho sênior

Foto: LightField Studios – Shutterstock

Desde cedo, muitos de nós tivemos que trabalhar, prover alimento ou dinheiro a nossas famílias, cumprir com as responsabilidades por anos a fio. Não é a toa que muitos contam os dias para a chegada da aposentadoria. Afinal, “trabalho” foi vinculado a um ônus, uma obrigação. 

Se analisarmos a origem da palavra “trabalho”, sua etimologia, aprendemos que esse sentimento de obrigação vem de muito tempo.

“Trabalho” tem origem na palavra “tripalium”, que era um instrumento de tortura, que puxava as partes do corpo em três direções opostas, partindo o em três.  Ou seja, o termo estava relacionado a pessoas escravizadas, e quem não o cumprisse seria torturado.

Sair desta tortura, claro, é algo desejado por todos. Podemos alcançar essa liberdade no momento da aposentadoria, a qual traz benefícios de uma renda permanente. Nesse momento, podemos escolher fazer o que quisermos, muitas vezes, pela primeira vez na vida. Ao nos dedicarmos a uma nova atividade ou a um hobby que gostamos, podemos obter uma realização única, desassociando o trabalho do “tripalium”. 

Ressignificando nossa relação com o trabalho

Podemos, na maturidade, ressignificar nossa relação com o trabalho. Um caminho para começar esse processo é buscarmos símbolos e nomenclaturas relacionadas. Um sinônimo de trabalho, por exemplo,  é “laboro”, palavra que tem sua origem no trabalho da lavoura, onde se planta, semeia e se colhe. 

Empresas comprometidas com impacto social e organizações sociais atuam com esse novo conceito de trabalho. Um exemplo é a “Labora“, empresa voltada para conectar a experiência sênior aos desafios de grandes empresas. Em contrapartida às jornadas flexíveis de trabalho de seniores, a empresa cria comunidades de interesse para seniores se conectarem, cria ambiente de aprendizado continuado, acompanha o bem-estar e saúde integral, além, claro, de prover um complemento de renda. 

Mais do que nunca, a maturidade pode representar uma nova possibilidade de desenvolvermos um ciclo mais harmônico com o fazer, no qual o trabalho representa novos conhecimentos, recompensas e realização. E, afinal, nada melhor que se realizar por toda vida, não é?

Sobre o autor:

Sérgio Serapião

Empreendedor social, fellow Ashoka, atua há +14 anos com longevidade, cofundador e diretor da Labora, 1a startup de RH (HRtec) voltada para integrar talentos seniores a profissões do futuro, solucionando desafios de empresas e sociedade. Fundador do Movimento LAB60+, laboratório social colaborativo que busca soluções práticas para a co-construção de um mundo mais longevo. Membro do conselho do Sistema B Brasil.

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