Aprendizado | Carreira

Como conviver com diferentes gerações no trabalho?

por Paulo Ishimaru
20 de julho de 2020

A convivência de pessoas da terceira idade e jovens nas empresas pode gerar ótimos resultados

Foto: Ruslan Huzau – Shutterstock

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o aumento da expectativa de vida e o crescimento de trabalhadores brasileiros com carteira assinada com mais de 65 anos de idade no últimos anos, o convívio de diferentes gerações no trabalho se tornou mais comum.

Visões, experiências e expectativas distintas podem se tornar barreiras para criar um ambiente produtivo de trabalho, ou podem somar-se para melhorar os resultados de empresas e funcionários. A consultora de carreira Kátia Armesto* responde algumas questões relacionadas ao tema e explica o que as empresas têm a ganhar com as diferentes gerações no trabalho.

Quais as maiores dificuldades das pessoas mais velhas no atual ambiente de trabalho das empresas?

As dificuldades vão depender do quanto essas pessoas estão abertas ao novo, não só no ambiente de trabalho, mas também em outros campos da vida.

Se for alguém que busca constantemente novos conhecimentos, que está disposta a aprender novas ferramentas e que não está apegada às formas de trabalho, ela terá menos dificuldades de se adaptar.

Já as pessoas que têm mais dificuldade de aceitar novas formas de resolver problemas ou receber sugestões de outros, provavelmente terão mais dificuldades, pois cada vez mais as empresas têm trabalhado com compartilhamento de ideias e trabalhos em equipe.

Quais políticas internas as empresas podem implantar para favorecer a interação entre diferentes gerações no trabalho?

Existem diversas medidas que podem ser adotadas para favorecer a interação entre diferentes gerações no trabalho. A realização de reuniões e treinamentos corporativos promovem a interação entre diferentes pessoas e possibilitam que os integrantes conheçam melhor seus colegas, seus trabalhos e suas formas de agir e pensar.

Identificar as habilidades desenvolvidas pelas pessoas mais velhas e a capacidade de inovação das gerações mais novas faz com que todos se sintam parte da empresa. Estimular a comunicação interna e, principalmente, a transferência de conhecimentos, é uma ação que costuma ter resultados bastante positivos nas empresas que a adotam.

O que essas diferentes gerações podem aprender umas com a outras?

Acredito que esse “vestir a camisa” e entender que às vezes algumas coisas não acontecem na velocidade que gostaríamos, mas que a persistência é importante para alcançarmos os objetivos é uma lição que os mais velhos podem ensinar. Os jovens também podem ajudá-los a manter sempre a curiosidade e criatividade, que são importantes para nos adaptarmos às constantes mudanças.  

Quais pontos positivos dessa troca de experiências?

Essa troca de experiências possibilita que uma variedade de conhecimentos e vivências possam ser aplicadas no ambiente de trabalho fazendo com que os colaboradores de diferentes gerações no trabalho que atuam nas organizações possam buscar evolução e dinamismo por meio do compartilhamento de diferentes repertórios culturais, visão de mundo e trajetórias em suas vidas e carreiras.

A junção de todos esses fatores promove motivação e aumento da produtividade das equipes, elevando também à competitividade no mercado em que atuam.

As gerações mais novas são flexíveis para interagir com os mais velhos?

As gerações mais novas costumam estar flexíveis para essa interação porque elas são bastante abertas ao novo, e esse contato com profissionais com experiências e pensamentos diferentes os atrai. Eles têm bastante respeito por tais profissionais. Mas também vão querer mostrar que apesar da pouca experiência, eles também têm algum repertório e muitas ideias. Quando os dois estão disponíveis para essa troca, sem achar que a experiência de um ou as ideias do outro são mais ou são menos relevantes, dá muito certo e todos se desenvolvem cada vez mais.

*Kátia Armesto é psicóloga, consultora de carreira, headhunter e pós-graduada em gestão de pessoas

Sobre o autor:

Paulo Ishimaru

Profissional de comunicação com formação em Jornalismo e pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios. Cursou Ciências Sociais e acredita que a comunicação, aliada à tecnologia, é uma das grandes ferramentas de transformação social e empresarial. Professor universitário nos cursos de Jornalismo, Marketing e Design.

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