Atividades Físicas

Qual é o meu biotipo físico?

por Madu
25 de agosto de 2020

Mudanças no corpo fazem parte do processo natural de envelhecimento e podem ser melhoradas com condicionamento físico

Foto: Alexandre Rotenberg – Shutterstock

Com a chegada da terceira idade e o processo natural de envelhecimento, as transformações no biotipo físico das pessoas são naturais. Praticar atividades físicas, ter uma alimentação equilibrada e uma vida social ativa são mecanismos que retardam essas alterações. Para entender como ocorrem, a educadora física Walkiria Gomes de Moraes* aborda tópicos relacionados ao tema.

Mudanças no biotipo físico com o envelhecimento

O corpo muda? A resposta é óbvia: sim, nosso corpo muda. A partir do momento em que nascemos e, enquanto vivermos, nosso corpo estará em constantes mudanças, desde a esfera física até a esfera psicológica ou emocional.

A maior parte das funções corporais atingem seu auge por volta dos 30 anos de idade, e a partir de então vão declinando com o avançar da idade (BESDINE, 2019). Esse declínio nomeamos de envelhecimento.

Envelhecimento

Kirkwood (2008) se refere à compreensão do envelhecimento como um processo gradual que resulta na diminuição progressiva da função orgânica ao longo do tempo, podendo compreender vários aspectos de sistemas biológicos, aspectos sociocomportamentais e cognitivos, sendo um fenômeno complexo de ser estudado.

Aumento da expectativa de vida

Todo esse processo que vai ocorrendo com o nosso corpo não é motivo de desespero ou pânico, pois são processos naturais e, com o desenvolvimento de diversos setores, como a medicina, práticas de atividades físicas, alimentação e higiene estamos vivendo um aumento na expectativa de vida (ANTONIO et al., 2012). Por exemplo, idosos com mais de 65 anos passarão dos atuais 9,2% da população, para 20% em 2046, chegando a 25,5% em 2060, de acordo com a última projeção populacional do IBGE.

Como lidar com o envelhecimento

Bem, fisicamente, como já mencionado neste artigo, e pelos estudos já consagrados, as pessoas não somente na fase de declínios das funções do organismo, mas durante toda a vida devem buscar cuidar da sua saúde com alimentação equilibrada, prática de exercícios, vida social saudável e comportamento não tóxicos.

Já na questão psicológica ou emocional, Correia (2018) cita o cuidado do desenvolvimento psicossocial, caracterizado por um estágio em que as pessoas reavaliam suas vidas, procurando solucionar situações, e decidem a melhor forma de passarem seus dias, direcionando suas atitudes para aquilo que consideram mais importante, como atividades favoritas.

Por fim, este tema é amplo e há diversas formas de cuidados para uma vida longeva, mas resumidamente: “Cuide-se da melhor forma possível, e lembre-se de que a felicidade está no caminhar, e não precisamente na chegada!”

A abordagem dada por Walkiria traduz a indicação geral de especialistas da área de saúde de idosos: o envelhecimento e a alteração no biotipo físico das pessoas devem ser encarados como processos naturais, e não como perdas.

*Walkiria Gomes de Moraes é graduada em educação física pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mestra em Ciências da saúde pela (UNIFESP), pesquisadora em esporte para pessoas com deficiência, e em exercício físico e envelhecimento além de especialista em atividade física, exercício físico e envelhecimento

Para saber mais:

ANTONIO, J. G. et al. Programa de natación adaptada para personas mayores dependientes: benefícios psicológicos, físicos y fisiológicos. Revista de Psicología del Deporte, v. 21, n. 1, p. 125-133, 2012.

KIRKWOOD, T. B. L. Understanding ageing from an evolutionary perspective. Journal of Internal Medicine, Oxford, v.23, n.2, p.117-127, 2008

CORREIA, R. N. P. Aspectos psicossociais do envelhecimento. In: Envelhecimento e Exercício. Volume 4, São Paulo: CREF4/SP, 2018, cap. 5, p. 80-86

Sobre a autora:

Madu

MADU é uma iniciativa do projeto Rede Bem Estar, realizado pelo Conselho Estadual do Idoso, em parceria com o Grupo Tellus, a Brasilprev e a Liga Solidária. Foi criada para potencializar a relação entre pessoas mais velhas, seus familiares e amigos além de compartilhar conteúdos sobre envelhecimento e velhice.

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