Aprendizado

Relação entre médico e paciente: quais são os limites aceitáveis?

por Daniela Santilli
25 de agosto de 2020

Entender os limites nos relacionamentos com médicos evita que pacientes idealizem relações fantasiosas

Foto: Thiago Melo – Shutterstock

A relação entre médico e paciente é fundamental para o paciente sentir-se seguro e confiante para enfrentar seu tratamento. É importante que o profissional da saúde adote uma postura que crie uma relação baseada no respeito e no acolhimento. Ouvir atentamente e olhar nos olhos são duas ações fundamentais que um profissional da saúde deve adotar na relação com seus pacientes.

Ao se criar uma relação de qualidade entre médico e paciente, em alguns casos, pode ocorrer, depois do término do tratamento, a dependência do paciente em relação ao médico. 

O paciente pode começar agendar diversos retornos sem necessidade aparente e ir ao consultório para fazer visitas surpresa. O paciente imaginou que a relação médico e paciente tenha se tornado uma relação de amizade e intimidade, e perdeu os limites. Muitas vezes, a relação de amizade e intimidade pode de fato ter sido criada, mas deve ter limites a não atrapalhar o trabalho do profissional em questão.

É importante entender que pacientes assim devem ter um tratamento de desmame do médico. Quando a relação médico e paciente foi muito forte e significativa para o paciente, não dá para simplesmente dizer a ele que não ligue ou não volte mais à clínica sem necessidade. Foi criada uma relação de confiança absoluta, e essa relação deve ser levada em consideração até que o paciente entenda que terminou a parceria, mas que o carinho e o respeito podem continuar para sempre. 

Aos familiares, cabe ajudar a pessoa com paciência e muita delicadeza. Esse tipo de dependência geralmente se cria em casos de doenças e tratamentos graves.

Tratam-se de verdadeiros sentimentos de carinho e gratidão, e por isso devem ser respeitados.

Sobre a autora:

Daniela Santilli

Daniela Santilli, fundadora do Plano Cuida Idoso, onde escreve e compartilha sobre cuidados, direitos e experiências com a terceira idade, formada cuidadora de idosos pela Cruz Vermelha, estudante de Gerontologia. Atua no mercado atendendo a pessoa idosa e seus familiares em casa, onde trabalha segurança, organização, afeto e reinserção social da pessoa idosa.

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