Aprendizado

Por que voltar a estudar depois dos 60? Porque faz bem para a saúde! Quer mais?

por Mário Lucena
27 de fevereiro de 2020

Manter a atividade intelectual em todas as fases da vida é muito importante e as Universidades Aberta à Terceira Idade são uma alternativa para pessoas idosas

Atividade física é importante? Sem dúvida. E uma atividade intelectual? É mais importante ainda. Até porque não vem sozinha. Em todos os aspectos do envelhecimento ativo, uma atividade intelectual anda muito bem acompanhada de leituras, ida a teatro, cinema…

Aliás, é uma das mais completas. Mas antes, outra perguntinha: você sabe onde uma pessoa de mais de sessenta anos pode estudar?

Praticamente todas as Universidades têm cursos voltados para os maduros. Algumas são chamadas de UATI, outras de UnATI (Universidade Aberta à Terceira Idade), o que dá na mesma, se é para a terceira idade.

Informe-se. E o custo? A maioria cobra uma taxa mínima para cobrir gastos com xerox, café, chá e leite. A USP60+, por exemplo, é completamente gratuita. Quais os requisitos para matrícula? Para a maioria dos cursos, nenhum. É só você querer e ter mais de 60 anos.

Então me diga: por que uma atividade intelectual é importante? Muitas pessoas não podem fazer atividade física, ou não gostam, mas dirigem e se locomovem com facilidade em transporte público ou privado, e podem participar de um curso, seja ele qual for. Faculdades costumam ter amplos corredores, pátio gigantesco, escadas e, olha só, é a atividade física somando-se à intelectual. E como é bom caminhar entre jovens universitários!

Foto: Alexis Brown – Unsplash

Por mais que o curso seja voltado para a terceira idade, a intergeracionalidade se faz presente, o frescor da juventude contagia os maduros e sua experiência atrai os jovens. A energia que demanda dessa experiência é impressionante.

Resulta em velhos alegres, dispostos, falantes e que, de repente, se veem de volta aos bancos escolares para viver, até sem perceber, a fantasia do estudante repleta de sonhos, projetos e programas. A qualidade de vida agradece.

Não tenho mais pique para estudar todo dia… Quem disse que a Universidade Aberta exige presença diária? Não? De forma alguma. Também não tem prova nem trabalho valendo pontos. A maioria dos cursos é um encontro semanal de março a junho ou de agosto a novembro. São semestrais, com matrículas em fevereiro e julho. Vamos para a USP60+?

Todas as unidades oferecem vagas. É muito bom. É voltar a ser estudante sem o peso de correr atrás de nota para passar. Só viver o tempo, curtir, se alimentar de novos conhecimentos. Só isso? Meu caro, minha cara, não é pouco, mas tem mais. Socialização. Essa palavrinha mágica é sinônimo para uma velhice saudável. As turmas, pequenas ou grandes, acabam rendendo boas amizades. As melhores possíveis. Portanto, é no intervalo, na hora do cafezinho, que se vive momentos incríveis. Pessoas com muitas histórias para contar e que somam milhares de anos de experiências para se saborear em torno de uma mesa de cozinha, cantina, refeitório e até de bar, por que não? Com uns se afina mais; com outros, menos, mas com todos haverá afinidades. Impossível passar por um curso sem contabilizar boas amizades.

E o envelhecimento ativo, o que tem a ver com isso? Voltar a estudar atende os quatro pilares deste projeto de vida. O econômico,porque é gratuito ou quase; o social, pois convive-se com pessoas incríveis, faz-se muitos amigos; a saúde, pois sua mente agradecerá, e seu corpo se sentirá disposto para colaborar com a turma, contribuir para um projeto, compartilhar seus conhecimentos e adquirir novos; a educação, porque esse pilar dispensa comentário. A universidade é a casa do aprendizado continuado, a chave para uma velhice digna e saudável.

Conheça as universidades abertas gratuitas
USP: USP60+
EACH: UnATI
UNESP: UNATI
UNIFESP: UATI

(*) Mário Lucena é jornalista, editor da Portal Edições, frequentador assíduo dos cursos da USP60+ e responsável pelo Blog Aprender é Viver  do Portal do Envelhecimento.

Sobre o autor:

Mário Lucena

Mario Lucena é jornalista, psicólogo e editor da Portal Edições, frequentador de cursos da USP60+ e responsável pelo Blog Aprender é Viver do Portal do Envelhecimento.

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