Aprendizado

Diversidade na velhice: as vivências que nos tornam únicos

por Madu
15 de fevereiro de 2020

O público idoso é complexo e variado e precisamos nos afastar dos estereótipos para tornar toda essa diversidade visível.

Foto: Peter Kvetny – Unsplash

“Até um tempo atrás, eu achava que toda velhice tinha um padrão a ser seguido. Tinha de ser bem-sucedida, ativa. Não pensava que o ser humano tem sua história de vida, suas singularidades. Não há uma velhice certa a ser seguida”. Essa frase é da Natacha Paradella, especialista na área, e com certeza representa o que muita gente pensa sobre diversidade na velhice.

Muitas vezes, temos a tendência de generalizar e estabelecer pré-conceitos sobre os outros. O mesmo acontece quando falamos das pessoas idosas. Ora, quando falamos dessas pessoas, devemos sempre ter em mente a palavra heterogeneidade, que implica uma composição de elementos, coisas ou partes de naturezas diversas. Se cada pessoa é diferente ao longo da vida, cada uma também envelhecerá de maneiras distintas, ou seja, existe diversidade na velhice. Esse processo não varia apenas segundo a idade, mas também segundo o gênero, condições econômicas, saúde, raça, tipo de residência. São inúmeras as variáveis que determinam o envelhecer e a velhice.

Ao falar de diversidade na velhice, precisamos também nos lembrar da palavra vulnerabilidade

Entendemos vulnerabilidade como características pessoais de um indivíduo que o tornam mais ou menos vulnerável, frágil. Sabemos que as “minorias” – que são na realidade maiorias – são muito vulneráveis no nosso país, e sofrem diversos tipos de preconceito.

Imagine ainda se acumularmos as categorias de vulnerabilidade? Se acumularmos categorias como mulher, pobre, negra e idosa estamos lidando com uma pessoa mais vulnerável do que se acumularmos as camadas homem, jovem, rico, branco.

Como posso respeitar aquilo que é diferente de mim?

  • Faça o exercício de se olhar primeiro
    Observe as suas próprias atitudes: o que você está dizendo é preconceituoso? Está machucando ou pode vir a machucar alguém? Lembre-se de que a referência não é você e que o espectro de pessoas é enorme!
  • Sempre que tiver dúvida, pergunte!
    É importante manter o canal de comunicação aberto com as pessoas e fazer as perguntas que passam pela sua cabeça.
  • Não generalize!
    Todas as pessoas são diferentes, têm trajetórias e gostos diversos, e as suas ações ou o que você diz deve ser o mais acessível possível. Tente manter em mente alguns questionamentos: o meu ou a minha interlocutor(a) está compreendendo o que digo? Se sente respeitado(a) e incluído(a)? 
  • Tome cuidado com o uso de palavras 
    As palavras podem ganhar um significado diferente da sua intenção ao comunicá-la de acordo com as vivências de cada pessoa. Tente ser objetivo e claro, sem trazer julgamentos. Se quiser saber mais sobre Comunicação Não Violenta, clique aqui e explore alguns conteúdos!
Sobre a autora:

Madu

MADU é uma iniciativa do projeto Rede Bem Estar, realizado pelo Conselho Estadual do Idoso, em parceria com o Grupo Tellus, a Brasilprev e a Liga Solidária. Foi criada para potencializar a relação entre pessoas mais velhas, seus familiares e amigos além de compartilhar conteúdos sobre envelhecimento e velhice.

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